Lista de compra:

  • 2 filmes ISO 400
  • papel celofane : azul, vermelho e amarelo.
  • pilha recarregável

Memorial 4° semestre.

O curso de Artes Plásticas ampliou minha visão, fez ver o assunto com mais maturidade e foi graças a ele que voltei a pegar nos meus antigos pincéis e tintas.

No terceiro semestre tive a oportunidade de ser monitora institucional no antigo ‘CEFET’ do Benfica, onde ensinava pintura e desenho para alunos do integrado, foi uma experiência muito gratificante que me mostrou um outro caminho nas artes e através dessa breve experiência consegui ganhar uma bolsa de pesquisa do professor Gilberto Machado, onde faço o trabalho de ‘artista- pesquisadora’ .

Hoje, no quarto semestre , não me restringi ás aulas oferecidas pelo curso, busquei novos caminhos , novos olhares , pois como qualquer outra pessoa em minha idade, ainda busco a direção certa a se seguir, porém, é inquestionável o caminho que traçarei: as Artes! Tenho um leque de opções e todos elas se referem as artes e não me vejo fazendo outra coisa.

Muito mais que uma busca por desenvolver um talento, busco em meus estudos ficar cada vez mais próxima de uma paixão.

Inspirações para o II ENSAIO






As 2 primeiras pinturas são minhas baseadas em pinturas de Henry Ascencio, a 3ª foi baseada em fotografia encontrada no deviantart.
Já as duas ultimas obras são cópias das originais desse mesmo pintor pelo qual tenho grande adimiração.
Tenho a intenção de atraves dessas imagens pictoricas transforma-las em fotografia, em um ensaio proximo que irei realizar na sala de modelo vivo na facul.
Será meu primeiro experimento com fotografia e nu artistico, onde além da compacta experimentarei utilizar a minha lomo.(finalmente)
Cruzando os dedos para dar certo.

Reflexão: ‘Coloquio sobre a metodologia da pesquisa em artes plásticas na universidade’ por Jean Lancri.

Jean Lancri abre sua ‘Modesta(s) proposições sobre as condições de uma pesquisa em Artes Plásticas na universidade’ falando sobre ‘o começo’.

Questão essa que ronda toda e qualquer mente pensante que se designa a fazer uma pesquisa em artes plástica.

Onde começar?

Como começar?

Por que começar?(...)

Essa é a grande questão. A mais ou menos um mês de aula de metodologia da pesquisa, posso dizer que já passei por tal questão... Mas não foi nenhum pouco fácil... Por vezes se torna tão complexa e tão complicada responder tal pergunta que cheguei mesmo ao ponto de colocar em mente a ultima questão apontada: Por que (pra que) começar?

Senti-me desestimulada a elaborar uma coisa que não sabia por onde começar, e se essa questão aparentemente tão simples de se resolver não conseguia sair da minha mente com uma resposta coerente, como então seria o restante do trabalho? Pois sem começo não tem meio e conseqüentemente não terá fim, se não tem começo, nem meio nem um possível fim, não tem trabalho nenhum... Nem obra, nem relatório, nem reflexões, nem inspirações, nem exposição, nem defesa, nem absolutamente nada...

Então a solução encontrada era olhar para o passado e Lancri cita Lévi-Strauss: ‘ todo começo encontra, mesmo que seja um recomeço’, e foi nesse recomeço que achei uma brecha para poder trilhar... Todos os bloquinhos, anotações, cadernos usados durante o curso até o presente momento foram garimpados. Os folheados um a um entrei em contato com (ótimas) idéias já a muito esquecidas, alguns certos exageros, (coisa de artista que deixa a mente viajar mais do que o vento pode levar) e foi em uma dessas idéias que o ‘EURECA’ saiu, me senti tão feliz... era por ali que eu deveria começar.... não pela obra (começo), não pelo relatório(fim?), mas sim pelo meio ... o meio que seria a chave para desenrolar o embaraço que estava na minha cabeça.

‘Do meio de uma prática, de uma vida, de um saber, de uma ignorância’.

E é ai que eu me enquadro.

Cartier-Bresson






Cartier-Bresson nasceu em Chanteloup, no departamento de Seine-et-Marne – França, em 22/08/1908. Ele foi concebido em Palermo, na Sicília – Itália, segundo biografia da Fundação Henri Cartier Bresson... Jovem, descobriu o universo das artes plásticas e tornou-se pintor e desenhista antes de completar 20 anos, influenciado pela arte abstrata, ambientes cubistas e certos aspectos do surrealismo. Ele estudou a arte com André Lhote...

Em uma viagem à África, aos 22 anos, comprou uma pequena câmera portátil da desconhecida marca Krauss, muito mais agradável do que as enormes câmeras-caixotes. Mas, ao retornar à França, em 1931, foi apresentado à mais famosa câmera alemã... “Acabava de descobrir a Leica, que se tornou uma extensão de meus olhos. Desde que a encontrei, jamais me separei dela”, disse certa vez...

Em 1931, Bresson tirou suas primeiras fotografias durante o período de um ano em que viveu na Etiópia. Depois, retornou à Europa e expôs em Madri, Espanha, e em Nova York, nos Estados Unidos.

Em 1932, inicia sua carreira fotográfica, tornando-se o mais influente fotojornalista de sua época, desenvolvendo um estilo definido como a busca pelo “momento decisivo” ou “instante decisivo”, isto é, pelo instante fugaz em que uma imagem se forma completamente em frente à câmera.

Para ele é o momento decisivo que expressa a essência de uma situação! Por isso, não realiza nenhum tipo de retoque ou manipulação das imagens. Torna-se o mais influente fotojornalista de sua época.

Bresson viaja ao México em 1933 em uma missão etnográfica. Depois ele viaja para os Estados Unidos e ingressa também no cinema... Especializou-se na fotografia em meados de 1930. Tornou-se fotógrafo do exército francês durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), tendo sido aprisionado em combate pelo exército alemão. Ele foi preso pelos nazistas e também participou da Resistência Francesa...

Bresson teve influência artística de André Kertész e entre os seguidores do seu estilo estão Robert Doisneau, Willy Ronis e Edouard Boubat. Certa vez, comparou-se a um pescador que tinha um peixe no fim da linha: “a coisa mais importante era abordar a presa de forma cautelosa e puxar no momento certo”. Ele está para a fotografia como Picasso está para a pintura.

Sua contribuição para a reportagem é inegável mas foi fotografando cenas cotidianas durante o período de 1930 a 1960 que sua fama se consolidou. Suas fotos podem não ser espetaculares, mas certamente são lindas e verdadeiras. Em seu livro “Os europeus”, adverte: “Os fotógrafos não fazem mais do que mostrar as agulhas do relógio, mas eles escolhem os seus instantes”.

Foi também repórter fotográfico da revista “Ce Soir”...

Depois da guerra, o fotógrafo passou cerca de um ano nos Estados Unidos e, após este período, fundou uma cooperativa de fotógrafos com Robert Capa, David Seymour (Chim), William Vandivert e George Rodger... Batizada de Magnum Photos, a agência Magnum foi fundada em 1947 e ainda, hoje, distribui reportagens fotográficas para publicações francesas e estrangeiras...

Em seguida, ele fotografou eventos como a morte de Gandhi, a China nos útimos meses do Kuomitang, o início da República Popular da China e a luta pela independência na Indonésia. Bresson voltou à Europa em 1952, já reconhecido. Mas, não ficou por muito tempo sem viajar. Ele foi à Índia, China, Japão e União Soviética nos anos seguintes...

Foi o primeiro fotógrafo da Europa Ocidental a obter permissão para visitar e documentar a Rússia comunista após a morte de Stalin, em 1954. Cinco anos depois, fotografou o décimo aniversário da Revolução Popular Chinesa, viajando pelas ruas de Pequim. Depois de 1974, ele se concentrou em desenhar e expor seus trabalhos.

Com o tempo, a Magnum foi incrementando seu quadro de profissionais, sempre impondo um rigorosíssimo processo de triagem. Em 1979, quando já contava com 25 associados, a agência acolheu o fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado. No entanto, os dois nunca trabalharam juntos, Bresson havia se afastado da Magnum treze anos antes, em 1966. Seu estilo influenciou inúmeros fotógrafos, especialmente na segunda metade do século XX, e ainda continuará a fazê-lo...

Tornou-se conhecido mundialmente por trabalhos publicados nas revistas Life e Paris-Match. Nunca publicou uma imagem em que houvesse recebido auxílio de flash ou que houvesse explicado ao modelo como se colocar diante da câmera. Sua linguagem e técnica vem servindo de inspiração à gerações de fotógrafos. “O papel do fotógrafo é documentar e para isso o necessário é uma câmera eficiente e intuição”. A frase reproduz facetas do pensamento de Bresson.



Fonte : Fotografia

Fundamentalmente, a convicção de que a fotografia deve documentar o mundo, retratar pedaços da realidade e, sem deixar de ser recorte, não pode mentir. Por isso, o fotógrafo é avesso às poses e fotos produzidas. O ato fotográfico deve se resumir à procura pelo momento ideal e ao rápido disparo do obturador, daí seu desprezo pelos equipamentos fotográficos muito sofisticados.

Seu arsenal é composto apenas por uma velha Leica, com uma única objetiva 50mm, e invariavelmente filmes preto&branco. Em 2000, estabeleceu a fundação que leva seu nome. O fotógrafo morreu em 02/08/2004, em Montjustin, Provença – na França.

Body Art




Dança como expressão



A dança é uma das três principais artes cênicas da Antigüidade, ao lado do teatro e da música. Caracteriza-se pelo uso do corpo seguindo movimentos previamente estabelecidos (coreografia), ou improvisados (dança livre). Na maior parte dos casos, a dança, com passos cadenciados é acompanhada ao som e compasso de música e envolve a expressão de sentimentos potenciados por ela.

A dança pode existir como manifestação artística ou como forma de divertimento e/ou cerimônia. Como arte, a dança se expressa através dos signos de movimento, com ou sem ligação musical, para um determinado público, que ao longo do tempo foi se desvinculado das particularidades do teatro.

Atualmente, a dança se manifesta nas ruas em eventos como "Dança em Trânsito", sob a forma de vídeo, no chamado "vídeodança", e em qualquer outro ambiente em que for contextualizado o propósito artístico.




Procurando algumas referencias achei interesantes colocar esse texto acompanhado dessa foto maravilhosa que o autor do post do blog jazzn não informou .. srrsrs
Dança não é o meu tema central mas tem muito a ver com meu 1° ensaio ...
A dança é um meio incrivel pelo qual o corpo se expressa ... e expressão corporal é o que me interessa... então tá valendo ...